Calendários podem marcar

Calendários podem marcar

Através de minha vida profissional, já fiz diversos calendários, cadernos e agendas, muitos deles temáticos, para empresas no Brasil todo. Neste post vou mostrar aqueles que desenvolvi utilizando algum trabalho de arte e design, sejam os grafismos ou ilustrações.

1. Temas e formas inspirados na Amazônia

A fauna, a flora e as manifestações da cultura brasileira são alvo do meu design há muito tempo.  Para mim estas expressões são obras da inteligência divina, com seus traços, cores e ritmos dos quais me aposso para saber mais sobre ela. O desenho é meu canal para adquirir este conhecimento. Este calendário é uma parte dessas explorações.

2. Uma homenagem aos imigrantes

Uma homenagem a doze grandes grupos de imigrantes que contribuíram na construção, economia e formação da raça, cultura e economia do Brasil.  
Para ver as ilustrações, basta clicar nas imagens abaixo:

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Portugueses. O Vira, dança aqui representada, é um gênero musical com coreografia, típica do folclore português.

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Ingleses. A ilustração representa uma antiga dança britânica chamada Strathspey.

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Franceses. A quadrille era dançada nas cortes francesas e européias dos séculos XVIII e XIX. Dela originou as quadrilhas brasileiras.

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Armênios. A tamzara é uma dança folclórica popular, típica da Armênia.

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Lituanos. As danças lituanas representam o dia-a-dia de seu povo e estão relacionadas às atividades agrícolas como arar, semear, regar.

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Pomeranos. A Pomerânia, até 1945, pertencia à Alemanha. Hoje, praticamente, só existem pomeranos no Brasil.

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Japoneses. Sua tradição enriqueceu a cultura brasileira, principalmente na arte, culinária, medicina, arte marcial e os famosos Mangás.

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Italianos. A tarantella é a dança mais conhecida dos brasileiros. Seu ritmo vai aumentando, tornando-a mais enérgica, animando a todos.

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Holandeses. As danças holandesas retratam a vida cotidiana e os Klopem, tamancos de madeira, são usados para dar ritmo às melodias.

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Alemães. No Brasil temos grandes festas alemãs com grupos de dança tradicional e a cerveja, sua bebida típica.

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Povos e Nações Africanas. Trouxeram sua rica cultura para as religiões afro-brasileiras, as danças, a música, a culinária e o nosso idioma.

3. Analitica: Mais 6 imigrantes entram em cena

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Judeus
Tema: Dança Tradicional

A história dos judeus é uma das mais intrincadas do mundo! Um provo que sofreu demais mas que se reinventou, renasceu de todos os incidentes, sempre mantendo sua fé na senda, aceitando sua saga. Mantendo a coerência formal, optei pelas danças, mas por danças sempre tradicionais havendo nestas, a predominância da cor azul e trajes mais simples para as mulheres. Aqui não aparecem, mas colocaremos na composição objetos típicos como o castiçal que representa os 12 povos, a Torá e outros.

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Bolivianos
Tema: A Chola Pacena

A famosa forma de se vestir das bolivianas virou moda mundial. Na verdade, um resgate da dignidade dessas mulheres. Nos desfiles, podemos ver a maior variedade possível de xales, chapéus, enfeites, onde se respeita uma forma de ser, pensar, vestir e fazer. As modelos enfrentam os padrões e modismos com todo o orgulho, e gravitam pelas passarelas com baixa estatura e gorduchitas.

Mexem-se com desenvoltura mostrando seus trajes ricos, coloridos e que voam ao movimento  típico de todas elas. Um tema novo, diferente,  cheio de curiosidades e típico de mulheres.

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Coreanos
Tema: A Dança dos Leques

Falamos de Coreanos e pensamos em comércio, regime ditatorial fechado, separatista, algo padronizado, aculturado. Mas indo um pouco mais a fundo, encontramos um povo alegre, colorido e que tem suas tradições como essa belíssima dança dos leques. De tudo o que vi, foi o que mais me encantou em termos de possibilidade estética. A paleta de cores foi para mim uma aula do universo dos violetas, rosas intensos,  carmins, se contrapondo com os contrastes secundários. Quis detalhar , com meus traços, a beleza dos trajes e dos leques.

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Africanos Bantus:
Tema: A Dança na Comunidade

Na pesquisa que fiz, optei por esta dança que estava acontecendo no meio de uma comunidade, genuína, sem as “fantasias” típicas dos grupos parafolclóricos. O que me chamou a atenção foram os movimentos rítmicos e ondulados dos corpos das mulheres, os instrumentos musicais, os enfeites das vestes dos homens. O ritmo, as texturas, os detalhes adquirindo novas cores, expressão ai dadas por mim, minha forma de “dançar” com eles.

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Africanos Sudaneses:
Tema: A Dança dos Orixás

Um dos dois grandes grupos de países africanos, da costa ocidental, que vieram como escravos para o Brasil. Trouxeram para nosso dia a dia parte de nosso vocabulário, nossa comida, musica, danças e religião. Para alinhar com todos os outros temas, e por ser de uma riqueza infinita de formas em movimento, profusão de cores, símbolos e instrumentos, escolhi o candomblé como tema. Um universo de ritmos, sabores, cores, emoção e fé.

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Sírios-Libaneses:
Tema: Uma dança Tradicional

Outro povo cheio de história antiga, tradições e religião, que também nos deram parte de suas palavras e da gastronomia típica – que agora pode-se dizer brasileira como a esfirra ou o quibe – e  mestres na arte do comércio, escolhi, dentro da linha das ilustrações, uma dança, baseado nos movimentos  de um grupo parafolclórico, com roupas bem enfeitadas, não tão coloridas, mas ricas de possibilidades de movimento aos trajes e dançarinos. Em minhas ilustrações, gosto de usar muito as cores, e as usei, aqui, em certos detalhes dos trajes.

Um diário de bordo para um bar em Manaus

Um diário de bordo para um bar em Manaus

Viagem através de desenhos, pelo filme Fitzcarraldo.

“Já que temos o espaço, vamos trabalhar com a riqueza das imagens. Já que temos a Amazônia, vamos trabalhar com a riqueza de temas que a ela nos dá!”, esse foi o nosso lema para esta produção!

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Decoração de bar de hotel. Um diário de bordo de desenhos feitos sobre as grandiosas imagens do filme FitzCarraldo de Wener Herzog.

O pessoal do hotel queria que o bar do restaurante ficasse mais interessante, já que estava frio, técnico e bem sem graça. Queriam algo que envolvesse o hóspede quando estivesse nesse ambiente muito aberto e totalmente integrado às outras áreas do hotel.  

Quando fui chamada, nos veio em mente fazer algo que fosse grandioso, como uma grande saga pela Amazônia, algo que tivesse um apelo visual cult.

E nos ocorreu de fazer um diário de bordo com meus desenhos, sobre imagens do famosíssimo Filme Fitzcarraldo de Werner Herzog. A sugestão é aproveitar as paredes como um diário de viagem pela Amazônia, onde o viajante faz anotações e desenhos de suas aventuras ao ir conhecendo a Amazônia, sua cultura, a fauna, a flora, a gastronomia, monumentos, a arquitetura. As paredes serão o diário de suas histórias: seus sabores, encontro com onças, índios, histórias fantásticas, mágicas, surreais, peixes fantásticos, curiosas situações que nós vamos criar!

Percebi que eu tinha, também, uma bela saga pela frente!  

Fitzcarraldo

O filme Fitzcarraldo, de Werner Herzog, é considerado um épico insano: trata-se da história de Brian Sweeney Fitzgerald, um maluco que sonha em construir no meio da Amazônia Peruana, um teatro de ópera.

Ele é fã de Caruso, grande intérprete de ópera e tenta ganhar dinheiro dos jeitos mais inusitados para poder bancar seu caríssimo sonho. É desprezado, o acham um louco e foi chamado, pejorativamente, de “Conquistador do Inútil”. Mas ele realiza o sonho!

O filme é de 1982 e é considerado cult. Além de artistas que fizeram uma época de bons filmes, ele tem imagens grandiosas e belíssimas para representar a saga.  

Queríamos dar a ideia de um ambiente moderno, criativo, atrelado ao destino, provocar a sensação de aventura aludindo à Amazônia, dar um clima de bar curioso.

Também pensamos que deveria ter uma penetração em todos os níveis de compreensão: quem não conhecer o tema, passa a conhecê-lo e quem vir as imagens, verá um diário de bordo cheio de aventuras.

Como bar está bem integrado ao restaurante e ao lobby do hotel, respeitamos a decoração, deixando as imagens em tons sépia, mais ou menos as cores das fotos antigas, que podem, dependendo da prata, variar em tons mais esverdeados ou mais amarronzados. Optei pelos tons séria amarelados indo para o quente da terracota.  

O projeto

Minha meta era a decoração de 6 paredes e colunas que seriam adesivadas com   imagens/montagens de cenas do filme. Para o ambiente ficar mais nobre e moderno, as figuras, textos etc. aconteceriam sobre uma chapa de vidro temperado, preso às colunas, indo do teto ao chão. Este vidro tinha a distância para permitir a limpeza e todas as imagens foram impressas na parte de trás, para não serem arrancadas.

Depois de todas as composições com imagens do filme feitas, parti para a produção dos desenhos a traço. Devo ter feito mais de 400 imagens que representam aspectos da Amazônia.

A ideia inicial era fazer com que as composições se interligassem pelas diversas paredes, provocando novos diálogos entre as imagens.

Queria, também, que o hóspede ou seus filhos, se deliciassem explorando as figuras, num exercício de observação e entretenimento. Todos os meus trabalhos sempre têm um direcionamento para o entretenimento, que faz parte de uma decoração mais divertida e que fale com as crianças também, já que, pelas características, o hotel não tem atividades dirigidas a elas.

As mesas ganharam novas imagens e composições, e ainda, sugerimos que o ambiente tivesse uma testeira que o destacasse do restaurante, um gramofone, uma onça, que seria feita por um artista local, saindo da parede do balcão do bar, projetando-se para fora, além de luzes que lembrassem os ambientes do filme, inserindo a pessoa dentro do tema. No projeto havia um folder explicativo, um material de apresentação e vídeos para os colaboradores do hotel poderem se integrar a ele, falar sobre ele.

Diário de bordo da criação e pré-produção

A saga da minha produção começou com as imagens do filme! Acabei assistindo-o umas 3 vezes, buscando frases, detalhes e imagens.

Por virem de um filme antigo não havia qualidade nas imagens na sua origem, mesmo sendo captadas através de uma tela grande. Mesmo com estas limitações, elas seriam ampliadas para o tamanho de uma coluna de 2,5 m e tinham de ficar boas, não com qualidade de resolução de imagem, pois isso não é possível, mas uma qualidade na ilustração final dos fundos, boa. Como nos museus.   

Para fazer as cenas tive de usar várias imagens, misturando de baixa e de alta resolução. Meu desafio era dar uniformidade a todas elas, como se todas viessem da mesma fonte, baixando a resolução das melhores, padronizando-as para que tudo se equalizasse na composição final.

Embora a tecnologia de impressão nos permita trabalhar com imagens em resoluções bem mais baixas, mesmo assim meus arquivos eram imensos. Lembrando que tive de me acertar com fornecedores locais que têm suas limitações em conhecimento e técnica, o que acabou mudando parte do projeto.

Depois de feitas, montei o roteiro dos desenhos sobre elas, fazendo um traçado que permeava todas as paredes. Resolvemos tirar os textos, que seriam inseridos junto as imagens para que as pessoas pudessem ler o diário, como nos mapas antigos, por conta de limitações técnicas.

Tivemos de estudar muito as imagens para não serem nem pequenas nem muito grandes e, mais, como acontece com as inscrições da fachada do Taj Mahal, as imagens de cima deveriam ser um pouco maiores que as do meio ou de baixo, para poderem ser vistas quase no mesmo tamanho.

Também não podia deixar as imagens próximas do chão, pois as pessoas teriam de abaixar para olhá-las e isso seria desagradável.

Parti para o desenho, a arte de toda essa saga técnica!

Esboço feito com doodles!

A criação é a parte mais angustiante e a mais gostosa!

Fizemos os roteiros, colocando textos que tinha a ver com a saga, misturado com a vivência do hóspede no destino e no hotel. As imagens dos doodles, depois, foram substituídas pelas minhas, que tinham temas da Amazônia e toda a vida de lá.

Temas ricos

“Já que temos o espaço, vamos trabalhar com a riqueza de imagens. Já que temos a Amazônia, vamos trabalhar com a riqueza de temas que ela nos dá!”, esse foi o meu lema desde o começo.

E daí descobri uma infinidade de temas que, claro, não havia tanto espaço para isso! E nem tempo, nem orçamento!

Ok, mas pesquisa podia fazer e o fiz!

Naveguei pelas vestimentas, descobrindo a riqueza na confecção dos adornos e, especialmente, dos cocares com suas várias formas e tamanhos. Uma inteligência matemática existe no trançado indígenas que não sabemos ver, não conhecemos, banalizamos e, ainda, o desprezamos. Isso tudo muda de etnia para etnia!

E por falar em etnias, segundo a Fundação Nacional do Índio (FUNAI), acredita-se que existam, pelo menos, 100 grupos de indígenas isolados na parte brasileira da floresta amazônica! E cada uma tem um aspecto particular em sua cultura.

Depois caminhei para alguns patrimónios, vindo a descobrir que o Sistema Agrícola Tradicional do Rio Negro de cultivo da mandioca brava foi inscrito no Livro de Registro dos Saberes do IPHAN – Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, em 2010. As especificidades do sistema são as riquezas dos saberes, a diversidade das plantas, as redes de circulação, a autonomia das famílias, além da sustentabilidade do modo de produzir que garante a conservação da floresta. 

Somente dentro desse sistema desenhei o ritual de plantio, os instrumentos utilizados, as vestimentas, o processo de confecção da farinha, a roça, os cestos, as várias fazes da mandioca.

Depois fui para a culinária, já que estávamos num hotel que oferece em seu restaurante, a culinária regional. Andei pelos pratos mais tradicionais como a maniçoba, a tapioca, o tacaca, peixadas. Por falar em peixes pelo menos uns 20 desenhei e que estão espalhados pelas imagens. As frutas como o açaí e seus subprodutos, o buriti, o cupuaçu, tucumã e outras.

Na fauna a onça, o boto cor de rosa, o peixe boi, o jacaré, as araras, a garça real, os macacos e micos, gavião real, andorinha, os sapinhos variados, passarinhos, a anta, ariranha, borboletas e tantos outros. Na flora, orquídeas, a vitória régia, a bananeira ornamental (helicônia) com seus traços belíssimos, a bananeira vermelha, o guaraná, o jambu.

Objetos utilitários e ornamentais, de rituais e vestimenta.  Os meios de transporte foram as chalanas, canoas, barcos pequenos, as lanchas, um hidro-avião, famoso lá na Ponta Negra e até um balão, que acho que não tem por lá, mas que por serem tão lindos, me permiti a uma licença poética.

Os monumentos e arquitetura de Manaus que não são poucos, e são muito detalhados como o teatro municipal a alfândega, o relógio público, o mercado e tantos outros.  

Todos os desenhos são feitos para que o cliente possa utilizá-los em suas louças, copos ou mesmo em brindes especiais.

Um projeto de arte como este, assim como muitos outros que fiz, sempre rendem derivativos que podem ser utilizados tanto para projetos de brindes ultra exclusivos, bem como uma divulgação divertida nas redes sociais, mostrando aos seus clientes que o hotel preza a cultura local.  

Por Lu Paternostro

Releitura de Genaro de Carvalho

Releitura de Genaro de Carvalho

Criação de padrão para xícaras e pratos, criados a partir da releitura do painel de Genaro de Carvalho, localizado num hotel histórico, de Salvador/ BA. Uma forma de levar arte e cultura para hóspedes e clientes VIP.

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Releitura do Painel de Genaro de Carvalho para brindes espaciais e louças do restaurante. Por Lu Paternostro

Desenvolvi diversos projetos especiais para a Tropical Hotels Brasil e um que marcou muito, foi o Projeto de Cultura Aplicada, que acontecia dentro dos hotéis da rede, mais fortemente nos principais destinos como Salvador/BA, Manaus/AM, Cataratas do Iguaçu/PR, Tambaú/PB e Araxá/MG.  

O objetivo era levar aos hóspedes, dentro do hotel, aspectos culturais e vivenciais do destino, através de diversos materiais de comunicação, gerando conhecimento e mais empatia do público com o empreendimento e, consequentemente, com a marca da rede.

Todo esse universo vivencial e informacional era feito nos cardápios super especiais de cada restaurante local, materiais de quarto como diretórios de serviços com características particulares dos destinos, porta copos ilustrados e colecionáveis, dentre outros. Em cada local, um set de materiais era desenvolvido.

No caso do Hotel da Bahia, este tinha uma particularidade: possuía um acervo de obras de arte valiosíssimo, com obras de Caribé e outros artistas.

No restaurante principal, um grande afresco tombado pelo PAC-BA – Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia, em 1981, se tornou foco de uma releitura para fazermos brindes especiais para clientes VIP e as louças do restaurante. O painel foi feito em 1950, um dos primeiros afrescos, com características modernas, executados no Estado da Bahia.

Estudei cada parte da obra e dos temas abordados pelo Genaro de Carvalho, pois não queria descaracterizá-la, mas fazer uma releitura das intenções do artista, gerando valor para o trabalho.  

Além da arte, criei um mini folder que acompanhava o brinde, em duas línguas, apresentando os temas principais abordados pelo artista no afresco e um pouco sobre minha releitura.

Por Lu Paternostro

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Painéis Temáticos Lendas da Amazônia

Painéis Temáticos Lendas da Amazônia

Imagina um hotel, onde cada ambiente é pensado para levar o destino Amazonas, de forma artística e criativa, para seu hóspede, gerando uma experiência agradável, multidimensional e, ainda, poder receber parte de tudo isso na casa desse hóspede como lembrança de sua estada num dos destinos mais cobiçados do mundo?  

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Painel Homenagem a Manaus, de Lu Paternostro.

Essa foi a proposta da OPY Comunicação para o Manaus Airport Hotel, usando minhas ilustrações em painéis temáticos e as fotografias de Sergio Fecuri numa exposição por todos os corredores, além da decoração, com aspectos do mesmo tema, do bar do hotel.

Já na recepção, um pássaro voa em busca da liberdade…

Para se ter a ideia da grandiosidade, logo que o hóspede entra na recepção, se depara com um painel de 17 metros de altura, o Grande Pássaro, cobrindo a parede principal do grande hall de entrada, podendo ser visto de todos os andares.

Indo para os elevadores, um grande painel ilustrado com o tema “Homenagem a Manaus”, dá boas vindas a ele e apresenta vários aspectos da cidade, além da cultura, fauna e flora locais.

E nos andares, as lendas…

No hall dos elevadores, já nos andares 1 ao 4, o visitante se depara com painéis ilustrados de 5 x 2,5 m com as Lendas do Boto, do Guaraná, da Yara e da Vitoria Régia, um painel por andar, todas com orientação patrimonial (placa sobre a artista e texto sobre a lenda) junto com um QR Code onde a pessoa pode saber mais sobre cada uma delas.

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Lenda do Guaraná. Lu Paternostro

Dirigindo-se aos quartos, e em todos os corredores, ele pode visitar a exposição “Recortes de Manaus”, com fotos feitas pelo fotógrafo e publicitário Sergio Fecuri, distribuídas em 5 grandes temas por todos os corredores, respeitando um projeto expo gráfico também criado por ele, dando um sentido para quem a visita. Uma viagem incrível por recortes de cenas de Manaus, dando ao hóspede, uma outra visão da cidade, que ele pode explorar ao visitá-la. As imagens da exposição, poderiam ser adquiridas pelo hóspede, e entregue em sua casa, num projeto criado por mim, pela OPY Comunicação, chamado Art´In Box.

Já no restaurante, o hóspede usufrui de um belíssimo buffet, tendo ao fundo o Painel Ilustrado com a Lenda das Amazonas.

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O bar, também, foi todo decorado com desenhos feitos por mim, tendo ao fundo destes, cenas do filme Fitzcarraldo, de 1982, de Werner Herzog, com Klaus Kinski e Claudia Cardinale como atores principais, e que você pode conhecer o case no meu site.

O objetivo, com estas exposições pelos ambientes do hotel, é integrar e levar o destino para dentro do hotel, aproximando-o do hóspede, contando suas histórias, deixando o ambiente mais aconchegante e gerando uma sensação de alegria em todos. A arte, quando verdadeira, pensada, estruturada num espaço e orientada, gera impactos muito positivos tanto nos ambientes como em nossos cérebros que, mesmo não conscientes, percebem tudo em volta como bom, organizado, simpático. O hóspede leva essa experiência para casa!

O atendimento profissional e o cuidado com a decoração, toda essa ação conjunta, rendeu muitos elogios para o hotel, compartilhamento de imagens dos painéis nas redes sociais e retorno dos hóspedes que o consideraram o mais amazônida da região. Atendimento, bons serviços e um ambiente positivo e simpático, levando o destino para o hóspede visitante, é a composição perfeita paro o hóspede criar boas lembranças e experiências hiper positivas.

Os painéis temáticos, muito além de um objeto de decoração, são um meio de comunicação de ideias divertido e interativo, pois, além da imagem e seus detalhes, o hóspede acessa, em uma outra dimensão, através do QR Code, muito mais do que está vendo: compreende a história do tema e entende minhas intenções para a escolha das formas que usei para representá-los.

Ele sente o respeito quando damos mais opções de informações. Todo esse movimento multidimensional de experiências estéticas e vivenciais, deixa um legado único e de muito valor para todos.

Por Lu Paternostro

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