Peça da Exposição “Histórias do Universo dos Falantes”. Visite!

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Plantando Cabeças à Luz do Sol

Um dia acordei de sopetão, abrindo os olhos bem grandão e pensei: vou sair por ai plantando cabeças!

Tomei café da manhã, comi bastante pão, recuperei minhas energias e pensei: e aonde eu arrumo as sementes?

Resolvi dar a volta ao mundo, com as pantufas fofas de dormir, procurando, pelos países que passava, cabeças que valiam a pena plantar.

Andei pelos quatro cantos do mundo, respirei enxofre, dormi sobre árvores ancestrais, me diverti em rodas gigantes gigantescas que delas, dava para ver o espaço.

Voei com dragões iluminados, cai na lama de um lago morto, conversei com líderes, mestres e hippies!

Abri livros ancestrais e li numa tacada só, naveguei nas letras de uma enorme biblioteca, encontrei cabeças em quadros e iluminuras, desenhos de crianças, de adultos, de artistas famosos. Entrei em templos, museus, e não encontrei uma única cabeça que pudesse plantar em meu jardim ensolarado.

Voltei para minha casa e me sentei em minha cama, olhando para minhas pantufas azuis, depois pela minha janela, vendo o sol brilhando lá fora.

Percebi as folhas iluminadas, o vento batendo, olhei para mim e me vi, cabeçuda como uma árvore enorme. A única cabeça que podia plantar, pelos jardins ensolarados da minha terra, era a minha própria.

Então, cadê as boas sementes?

Ahhhh! Agora começa a GRANDE aventura!

Por Lu Paternostro



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